O articulador político Jorge Esch, que já presidiu partidos no Estado do Rio de Janeiro, iniciou o ano de 2026 com um discurso confiante sobre o futuro do partido Democracia Cristã. A promessa era clara: após ser nomeado terceiro vice-presidente, sob sua orientação a legenda alcançaria um novo patamar. Segundo ele, o partido elegeria dois deputados federais e três estaduais.

Passados os primeiros meses, no entanto, a percepção em setores do meio político é de que o entusiasmo inicial não se traduziu, até aqui, em resultados concretos. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o projeto não prosperou e, para azar de Esch, soma-se a outros sob sua condução que não alcançaram o êxito esperado.
Esch chegou a afirmar, em diferentes espaços, que o partido finalmente teria uma equipe capaz de conduzir de forma efetiva as eleições proporcionais, atribuindo a si próprio esse papel de organização e estratégia. A expectativa criada foi elevada.
Conhecido por sua longa atuação na montagem de chapas e pelo uso de planilhas de organização política, Esch conquistou espaço dentro da estrutura partidária com o discurso de que conseguiria entregar aquilo que, ao longo dos anos, não se consolidou em outras experiências.
Ainda assim, sua trajetória é vista de forma divergente. Enquanto alguns reconhecem sua disposição e capacidade de contribuição, outros apontam que os resultados práticos frequentemente ficaram aquém das expectativas geradas, o que alimenta questionamentos no cenário atual.
Outro ponto recorrente nas avaliações de bastidores é o seu estilo de atuação. Há quem entenda que, em determinados momentos, Esch prioriza disputas internas, cria conflitos, amplia adversidades e comete equívocos em movimentos de reposicionamento político, o que dificulta a construção de projetos mais estáveis e coletivos, como já fez no passado, ao denunciar o ex-prefeito Eduardo Paes.

Os embates de Esch, no passado, culminou em sua expulsão do partido.

2026
O ano de 2026 tende a ser decisivo. Será o momento em que discurso e realidade caminharão lado a lado, permitindo medir, com mais clareza, a efetividade da estratégia apresentada.
Apesar de ainda haver espaço para ajustes no tabuleiro partidário, o calendário eleitoral avança, e a maior parte das legendas já se encontra com seus quadros praticamente definidos. O tempo, neste cenário, passa a ser um fator determinante.
Diante disso, a expectativa construída no início do ciclo político começa a ser colocada à prova, e o resultado final dirá se o canto de galo se sustentava ou se dará lugar ao piar de um pinto.

